
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010

É madrugada e estou perdoada. Não reflito e não tento entender. Minhas palavras compulsivamente, desprendem-se de mim, saem voando. Absurdo o que escrevo? Absurdo o que sinto? Absurda é a vida. E adoro essa palavra. Vou dizer. Te amo, droga. Te amo, não adianta. Te amo e parece impossível não te amar. Te amo com toda a minha razão, com toda a minha loucura, com tudo de mim que não entendo, e com tudo o que tenho certeza que sou. É no amor que sinto por ti que me perco, e que me encontro. É te amando que cresço assustadoramente. Que sofro desesperadamente. Que mergulho na escuridão. Que ressurjo mais forte. Mais clara, mais leve. É te amando que me sinto a mais viva das criaturas. Te amo, droga. Perto ou longe de ti. Te amo, raciocinando e sonhando. Te amo com os pés no chão e com a cabeça nas estrelas. Te amo hoje, e te amo amanhã. Te amo odiando, duvidando, fugindo, furiosa, vingativa. Te amo serena e doce, e mansa.Te amo no silêncio de mim mesma e no ruído das multidões. Te amo na tristeza decepcionante de minhas limitações e te amo tendo o mundo aos meus pés. Mesmo não tendo você, e agora aceitando a ideia de que talvez nunca tenha, te amo. Porque meu amor é teimoso como eu: acredita e insiste no invisível, no improvável e no impossível.
Texto de Renata Bezerra
sábado, 25 de dezembro de 2010
Em meio a tantas luzes de natal me sinto vazia, incompleta... sem você!
Tenho exagerado na dose, ando pensando em você todos os dias, quase todas as horas. Relendo nossas conversas salvas no computador, ensaiando o reencontro. Já são quase dois anos e o sentimento não mudou, eu continuo a mesma! Cheia de esperanças, com o mesmo sorriso, meio tonto e um pouco orgulhosa. Confesso que mudei a cor do cabelo, perdi alguns quilos, mudei hábitos, troquei de amigos, mas sou a mesma. E você? já não reconheço...
Te querer tanto assim me irrita!
DC
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Eles se viram...
domingo, 19 de dezembro de 2010
Há então a idade de sofrer e a de não sofrer mais por essas coisas?

"Você não está mais na idade de sofrer
por essas coisas".
Há então a idade de sofrer e a de não sofrer
mais por essas coisas?
As coisas só deviam acontecer para fazer
sofrer na idade própria de sofrer?
Ou não se devia sofrer pelas coisas
que causam sofrimento pois vieram
fora de hora, e a hora é calma?
E se não estou mais na idade de sofrer
é porque estou morto, e morto é a idade
de não sentir as coisas, essas coisas?
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Coração: Tô indo embora!

Ela bateu a porta forte e só foi embora depois de certificar-se que não haveria na bolsa mais nenhuma chave, nenhuma lembrança...Não olhou para trás, acreditou apenas no futuro e em todos os desejos á realizar.
Cansou de viver de sonhos,de vãs expectativas. Quase dois anos e muita coisa aconteceu, mas nada muda!
Ele não era mesmo o príncipe... tão boba vivia pressa á contos de fadas.
A verdade é que ela cansou, sim todo mundo cansa um dia!
Ela decidiu seguir a vida.Rasgou o endereço, riscou da agenda os telefones,mas guardou uma foto.
Ela sabe que precisa lembrar um dia de tudo aquilo... do sentimento,das decepções,das migalhas.
E com os olhos cheios de lágrimas ela pode enfim dormir.
Mais leve...
