sexta-feira, 25 de abril de 2014
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Quem traça é o destino
[...]
Como o colchão não era ortopédico, a espuma fazia ondas como o mar. A cama não rangia incomodando o vizinho. Estavam no apartamento dele. Alguém falou. "Calminha, calminha". Depois o angustiante manejo continuou normal.
Após demorados agradáveis exercícios, os dois respiraram profundamente de satisfação. Ela voltou a posição inicial, jogou, novamente, as pernas para os lados, botou as mãos na cabeça e fechou o olhos. Como se pensasse bem distante.
Ele, querendo comprovar que amor não é somente ginástica, deitou-se sobre o corpo da momentânea rainha de seu coração, ficou a cheirá-la e a mordê-la, com muita cautela, no pescoço. Quando ela fechou os olhos ele passou a beijá-los. Primeiro um, demoradamente. Depois outro. Assim ficaram até a vontade de tomar banho.
[... Censurado?! rsrs]
Ela conversou pouco. Apenas que casara virgem. Casara para satisfazer a família. E o marido, um animal manso. Termina de se satisfazer pula da cama, vai tomar banho e a deixa sozinha. Quando o melhor são os afagos após os rebuliços das articulações. Revelou ser ele o primeiro homem que "se deita comigo, além de meu marido".
Aliás, minha avó costumava nos dizer: "Filhas, os homens de hoje, só querem as mulheres para montar, como os animais de seu pai no curral". E, isso, há muito tempo, ela dizia. Com certeza ouvira de algumas amigas, porque, além de muito religiosa, achava um pecado mortal um homem namorar mais de uma mulher e vice-versa.
"Como você simpatizou-me a ponto de aceitar fazer amor?".
Quiz matar a curiosidade o matreiro conquistador. Ela disse que estava com enjoo do marido, simpatizara com aquele homem alegre, cabelos grisalhos, vestido sem muita pompa e observando-me com os olhos reluzentes, embora tenha soltado um galanteio com o olhar. E, logo numa livraria, remexendo e separando livros. Tudo isso somou.
"Lembrei-me de minha avó. Os homens de hoje só querem montar. Não sabem o que é amor. Senti que um homem com aquela idade, o cabelo revelando, mais ou menos, a sua experiência de vida, não podia ser um animal semelhante aos conquistadores de hoje. Aí arrisquei. E, não estou arrependida. Só não quero deixar meu marido enquanto minha mãe for viva. Ela adorou esse casamento".
"A vida é assim. Quem traça é o destino", complementou Genésio.
Autor: Gervásio de Paulo, colunista do Diário do Nordeste.
Fortaleza, Ceará 26 de junho de 2013.
Brasil X Uruguai - Copa das Confederações.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Companhia
sábado, 31 de agosto de 2013
De ser comida, de ser levada...
Ela mesmo não queria acreditar, havia feito um esforço danado pra se desfazer da situação e tentou durante os dias que antecederam evitar o contato, qualquer dialogo ou uma aproximação que não fosse profissional poderia derrubar aquele muro construído na semana anterior para evitar a entrada de outro, embora mais novo, mas com o mesmo poder de desorganizar toda aquela formalidade e de provocar um excesso de liquido branco...
"Ora pois, pois" não poderia evitar, aquele charme,o sotaque, a cara cansada e além da faixa preta de Karatê havia mais coisas entre as pernas e a cabeça, era um homem de boa idade que conseguia agregar tanto valor que ela achava um desperdício evitar aqueles braços fortes e [aquele olhar de quem carrega o mundo nas costas]e é capaz de ver a kms o desejo feminino de ser comida, de ser levada...
O fato é que ela não resistiu e no último dia deu seguidas vezes pra aquele que a penetrava de um jeito tão intenso, com a força que só um homem de tal idade tem, mas com a delicadeza de um jovem ainda virgem, e ele era, virgem de alguém tão completa e complexa como ela era.
sábado, 10 de setembro de 2011
Mora em mim que eu deixo as portas sempre aberta ♪
sexta-feira, 8 de julho de 2011
...Quanto tempo demora?

- perguntou ele.
quinta-feira, 7 de julho de 2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Em torno de ti tudo o que é ser
Autora: Helga Holtz -
domingo, 16 de janeiro de 2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
No Corpo

De que vale tentar reconstruir com palavras
O que o verão levou
Entre nuvens e risos
Junto com o jornal velho pelos ares
O sonho na boca, o incêndio na cama,
o apelo da noite
Agora são apenas esta
contração (este clarão)
do maxilar dentro do rosto.
A poesia é o presente.
(Ferreira Gullar)
Sabe... ao encontrar a poesia não nego que a primeira coisa que me veio a cabeça foi você. Quase que automaticamente sua imagem surgiu. Embora um pouco escondida entre essas palavrinhas de Gullar me encontrei, encontrei os nossas dias, aquelas noites e lembrei do balanço da rede, das conversas,confissões, dos desencontros. É incrível a gente já não tem nada haver, mas eu ainda te quero tanto. Será que ainda haverá primavera como aquela?
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Devoção
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Tê-lo era a última coisa que eu queria ter...

Tê-lo era a última coisa que eu queria ter...
Senti-lo em meus braços era tão pesado, quanto a uma imensa pedra que eu carregava em meu sapato.Ah, mas eu me entreguei, sem pudor eu fui tua. Inteiramente tua...
Aos poucos me despi e me entreguei, me fiz de objeto e abusei do álcool para chegar no orgasmo... ponto tão desejado!
No primeiro momento os beijos me traziam conforto, teu abraço forte me fazia segura e pela segunda vez atingíamos o ponto máximo. Tê-lo pra mim era quase um presente, os Deuses traziam de volta o que fora sempre meu... e pela terceira vez eu alcançava o céu. Teu abraço era tão forte, suavas tanto, me pegava tão forte que nem me lembrava o nome... sim, o nome... e pela terceira vez tu me levaste até lá. Ter-te em meus braços era quase que chegar próximo do infinito, podia ter a estrela que quisesse que ela seria minha, e a quarta vez chegaríamos. Quando já sem forças, cansada e preocupada com o dia de amanhã, com os afazeres... tantas obrigações e pela quinta vez eu viu o céu e ele era realmente azul. Poderíamos parar por aqui, o clima estava tenso, estávamos machucados, exaustos, meu coração estava em pedaços e pela quinta vez eu fui ao inferno, sim... demônios te querer! A minha cabeça já doía(uma dor doída?) e te abraço forte e marco sexta...Eu peço pausa e quero no entanto aquele velho sapato branco que embaixo da cama estar...insiste em acordar os vizinhos te chamo e você não escuta e eu grito alto, pela sétima vez chegamos juntos aonde ninguém jamais poderia ter chegado. Já é tão tarde e minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, conversamos pouco já que qualquer palavra poderia estragar todo aquele clima, e pela última e oitava vez você me penetra de um jeito intenso que me entrego ao ponto de ser só tua e de mais ninguém.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010

De Anaïs Nin do livro A Casa Do Incesto




