terça-feira, 23 de outubro de 2012

O mundo está ao contrário e ninguém reparou ♪




Na verdade eu nunca soube se “estar” presa a alguém era a situação que eu queria “ser”, o certo é que nunca passou pela minha cabeça perder o controle disso, de ser boba, patética, apaixonada, vulnerável, levada, domada, dominada, amada.... bom nunca passou por mim essa sequência de fatos que agora acontecem assim, quase nessa mesma sequência, sem nenhuma lógica.
 Como me sinto pequena, incomodada, vazia, sem controle diante da situação que a vida nos colocou, saímos da zona de conforto? E eu me sinto vitima e culpada no mesmo contexto, duas situações (bagunça essa da gente neh?). Bagunça foi o que a sua chegada causou nos meus dias normais, na minha mesmice, no meu amor reprimido, na minha espera por alguém que nunca chegaria (“nosso jogo é limpo e você sabe das “adversidades” que por ventura virão...”)
Você que me tirou do meu senso, mudou meus hábitos, meus gostos, meu querer... Devo condená-lo culpado? Ou aliado? Sei do bem que faço na sua vida, da injeção de ânimo, da cor que eu dei aos seus dias tão cinza. Complicado pra gente neh? Mas a vida sempre será!

sábado, 13 de outubro de 2012

Quero - quero - Quero - Quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero - Quero - Quero - quero - quero - Quero - Quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero - Quero - quero - quero - quero - Quero - Quero - quero

              quero - Quero - Quero -  quero

                                  quero - quero - quero - quero - quero - quero
        quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero
                                                                                         quero - quero - quero - quero
                                                                        quero - quero - quero - quero - quero - quero
                                                                                                                   quero - quero - quero quero
                                          quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero - quero





VAI ver a força do meu QUERER traz você!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O Anatomista


     
       Se as coisas eram da maneira que o anatomista propunha, o Amor Veneris constituía um verdadeiro instrumento de potestade sobre a volátil vontade feminina. Por certo, a publicidade do descobrimento conduziria, forçosamente, a todo gênero de danos. O que sucederia se o achado de Mateo Colombo caísse nas mãos dos inimigos da Igreja? A que calamidades não seria confrontada a Cristandade se, do feminino objeto do pecado, se apoderassem as hostes do demônio ou, pior ainda, se as próprias filhas de Eva descobrissem que possuem no meio das pernas, as chaves do céu e do inferno? A lógica do descobrimento era a seguinte: se o Amor Veneris é o órgão que governa a vontade da mulher, a arte da medicina é que irá proporcionar o domínio do lascivo Amor Veneris e, por ação transitiva, quem governar aquele órgão haverá de governar a vontade feminina. Mas como se obtém o governo do Amor Veneris?; mediante as sábias artes da medicina ou, se for o caso da cirurgia. Saber tocar. Saber cortar.


                             O Anatomista - Federico Andahazi, Pág. 174

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


O tempo passa. Ás vezes penso que teria que andar de pressa, aproveitar o máximo possível estes anos que me restam. Hoje em dia, qualquer um pode me dizer, depois de escrutinar minhas rugas: Ora, mas você ainda é um homem jovem. Ainda. Quantos anos me restam desse "ainda"? Penso nisso e me aflijo, tenho a angustiante sensação de que a vida está me escapando, como se minhas veias tivessem se aberto
 e eu não pudesse estancar o sangue.Porque a vida é muitas coisas (trabalho, dinheiro, sorte, amizade, saúde, complicações), mas ninguém vai me negar que, quando pensamos nessa palavra Vida, quando dizemos, por exemplo, que " nos apegamos à vida", estamos fazendo com que seja assimilada por outra palavra mais concreta, mais atraente, mais seguramente importante: estamos fazendo que seja assimilada pelo Prazer.

E este é o lado absurdo de nosso acordo: dissemos que levaríamos tudo com calma, que deixaríamos o tempo correr, que depois reveríamos a situação. Mas o tempo corre, deixemos ou não, o tempo corre e faz com que ela seja a cada dia mais apetecível, mais madura, mais fresca,mais mulher, enquanto ameaça fazer de mim a cada dia um sujeito mais dado a achaques, mais gasto, menos valente, menos vital. Temos que apressar nosso encontro, porque em nosso caso o futuro é um desencontro inevitável. Todos os seus MAIS correspondem aos meus MENOS. Todos os seus Menos correspondem aos meus Mais. Compreendo que para uma jovem mulher pode ser um atrativo saber que alguém é um homem vivido, que há muito passou da inocência para a experiência, que pensa com a cabeça bem assentada sobre os ombos. É possível que isso seja um atrativo, mas como é breve. Porque a experiência é boa quando vem junto com o vigor; depois, quando o vigor se vai, resta apenas uma peça de museu, decorativa que já se foi. A experiência e o vigor são simultâneos por muito pouco tempo. Estou agora nesse pouco tempo...






Mario Benedetti, A Trégua - Pág. 71,72.

domingo, 7 de outubro de 2012


O que tá indefinido agora? Não é mais o resultado das eleições, já que acabo de confirmar que terei que "conviver com sua presença constante por mais 4 anos..."
É um absurdo ver que a história se repete, a esperar, o querer pouco muda.
Porque gostar de você se pra mim há milhares?
Me sinto culpada por ser tão cheia e permanecer vazia.
Angustiada, cheia de dúvidas, coração apertado e o sentimento ainda confuso!
Vou dormir pra ver se esses dias mudam!