terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Tirar os pés da terra firme e seguir viagem...

Seguir viagem
Tirar os pés do chão
Viver à margem
Correr na contra mão
[...]
Se dizem que é impossível,
Eu digo: é necessário!
Se dizem que estou louco
Fazendo tudo ao contrário


Eu digo que é preciso,
Eu preciso, é necessário
Seguir viagem
Tirar os pés da terra firme
E seguir viagem...


Seguir viagem
Tirar os pés do chão
Outros ares, sete mares
Voar, mergulhar
O que nos dá coragem
Não é o mar nem o abismo
É a margem no limite de sua negação


Se dizem que é impossível,
Eu digo: é necessário
Se dizem que é loucura
Eu provo o contrário
E digo... que é preciso
Eu preciso, é necessário
Seguir viagem
Tirar os pés da terra firme
E seguir viagem...
Seguir viagem... seguir viagem...
Tirar os pés da terra firme e seguir...



[Engenheiros do Hawai - Seguir Viagem]

[Ir... vagarosamente rápido!]

Link: http://www.vagalume.com.br/engenheiros-do-hawaii/seguir-viagem.html#ixzz2uKzAVfI3

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Tédio ou Toddy?





Domingo, seria um dia comum se não fosse o fato de se ter muito trabalho e pouco tempo para fazê-lo.
Missa,  pequenos compromissos e uma rápida palestra em um curso de administração, cá estou (como diria meus nobres portugueses) no meu quarto, pausa mais do que obrigatória após o almoço de domingo...
Como disse anteriormente hoje é mais um dia comum, tirando o fato de que não sobrará tempo para usar o meu dom, ou melhor de aperfeiçoamento semanal na cozinha, mas vamos lá quanto a isso tudo fica em paz, afinal a louça vai sobrar sempre pra mim!
Final de semana que antecede o carnaval e todo mundo com o bloco armando, menos eu! E daí (?)

Fiquei perplexa ao ver em um desses programas de domingo de puro ócio , (uma jovem criança, assim mesmo) atuando como cantor (?) e uma “princesa”, um quadro comum da TV brasileira... Passei não mais do que 30 min pra identificar os personagens e confesso que fiquei perplexa com todo o contexto, não menosprezando a tv tampouco os personagens (afinal, se existem é porque existe público)

Afinal, nossos ídolos bem representem (ou mal, tudo e uma questão de subjetividade).


Tudo tá perdido mesmo, vou aproveitar e dormir nesse domingo com “tendência de nublado”, ligar o som e pedir pra Beatles, Pink floyd, Cazuza, Nirvana, Cássia Ellen, Renato Russo, seguirem encantando por aqui...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Doce sempre tão doce...



Uma menina escondida na mulher que durante o dia brinca de ser gente grande que resolve, corre, paga, cobra, ignora, que enfrenta sem medo as adversidades do dia.Que segura forte a mão de quem a chama... Sempre tentando manter o controle da situação, no controle pra ser mais exata.
Que sabe que no final do dia as coisas não podem ser levadas tão a sério e simplesmente sorri...
Um sorriso doce e sincero.




Veio assim, sem esperar, naturalmente da amiga. Da sempre amiga, irmã e cunhada, sempre presente.



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014



Na correria dos dias, na lógica do chegar, montar (se montar) e sair, ir, voltar...
É esse o preço que se paga! Daria para parcelar?

Dias difíceis!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Quelqu'un m'a dit



Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Disseram-me que o tempo que desliza é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz  casacos

[...]

Disseram-me que o destino debocha de nós
Que não nos dá nada e nos promete tudo
Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,
Então a gente estende a mão e se descobre louco.



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014



Modificar,
reiniciar,
refazer,
construir...


... ir!

Afinal

somos nós quem mandamos na obra!

DC

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Quem traça é o destino



[...]

Como o colchão não era ortopédico, a espuma fazia ondas como o mar. A cama não rangia incomodando o vizinho. Estavam no apartamento dele. Alguém falou. "Calminha, calminha". Depois o angustiante manejo continuou normal.

Após demorados agradáveis exercícios, os dois respiraram profundamente de satisfação. Ela voltou a posição inicial, jogou, novamente, as pernas para os lados, botou as mãos na cabeça e fechou o olhos. Como se pensasse bem distante.

Ele, querendo comprovar que amor não é somente ginástica, deitou-se sobre o corpo da momentânea rainha de seu coração, ficou a cheirá-la e a mordê-la, com muita cautela, no pescoço. Quando ela fechou os olhos ele passou a beijá-los. Primeiro um, demoradamente. Depois outro. Assim ficaram até a vontade de tomar banho.

[... Censurado?! rsrs]

Ela conversou pouco. Apenas que casara virgem. Casara para satisfazer a família. E o marido, um animal manso. Termina de se satisfazer pula da cama, vai tomar banho e a deixa sozinha. Quando o melhor são os afagos após os rebuliços das articulações. Revelou ser ele o primeiro homem que "se deita comigo, além de meu marido".

Aliás, minha avó costumava nos dizer: "Filhas, os homens de hoje, só querem as mulheres para montar, como os animais de seu pai no curral". E, isso, há muito tempo, ela dizia. Com certeza ouvira de algumas amigas, porque, além de muito religiosa, achava um pecado mortal um homem namorar mais de uma mulher e vice-versa.

"Como você simpatizou-me a ponto de aceitar fazer amor?".

Quiz matar a curiosidade o matreiro conquistador. Ela disse que estava com enjoo do marido, simpatizara com aquele homem alegre, cabelos grisalhos, vestido sem muita pompa e observando-me com os olhos reluzentes, embora tenha soltado um galanteio com o olhar. E, logo numa livraria, remexendo e separando livros. Tudo isso somou.

"Lembrei-me de minha avó. Os homens de hoje só querem montar. Não sabem o que é amor. Senti que um homem com aquela idade, o cabelo revelando, mais ou menos, a sua experiência de vida, não podia ser um animal semelhante aos conquistadores de hoje. Aí arrisquei. E, não estou arrependida. Só não quero deixar meu marido enquanto minha mãe for viva. Ela adorou esse casamento".

"A vida é assim. Quem traça é o destino", complementou Genésio. 


Autor: Gervásio de Paulo, colunista do Diário do Nordeste.
Fortaleza, Ceará 26 de junho de 2013.

Brasil X Uruguai - Copa das Confederações.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014



Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.

       [...]

Senhor, protege-me e ampara-me. 
Dá-me que eu me sinta teu.
Senhor, livra-me de mim.



Fernando Pessoa.
CaFÉ - disciplina - Objetivos...

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Manifesto pela ocupação amorosa dos corações vazios

E de agora em diante, fica estabelecido que todos os corações vazios, mal amados, partidos, abandonados ou tão somente subutilizados serão pacífica e amorosamente invadidos e ocupados pelo amor em todas as suas formas.
Sem paus e pedras e enxadas, mas com flores e música e presentes e simples declarações de apreço e cuidado, o amor tomará posse irrevogável de todo e qualquer coração devoluto. Banqueiros e bancários, construtores e operários, empresários, professores, artistas de rua, profissionais de toda sorte, adultos e crianças e velhinhos, todas as almas solitárias deste mundo! Preparem-se para ceder sem luta à chegada implacável do amor às terras férteis de seus corações.
Abram seus portões, escancarem as portas, liberem as janelas, prendam os cachorros e preparem a casa à visita permanente do amor operário, trabalhador, corajoso e simples. Ele vai chegar sem slogans ou passeatas, sem discursos, gritos de guerra ou enfrentamentos com a polícia. Vai surgir na hora mais silenciosa da noite, deitar ao seu lado e acordar com você na hora de ir ao trabalho, como se ali estivesse desde sempre.
O amor vai chegar assim, de manso, mas com o passo forte e a potência de um jato varrendo a craca dos rancores, a sujeira grossa dos maus pensamentos, a gordura acumulada das chateações diárias, da burrice, da inveja, da grosseria. Virá com a força mesma da vida, desobstruindo os canais da memória entupidos de morte. Virá alegre como o cão que reencontra o dono depois da eternidade de um dia inteiro sozinho em casa, à espera.
E então as preocupações ordinárias e mesquinhas farão as malas e deixarão os corações livres para viver em absoluto estado de ocupação plena pelas intenções e ações de um amor generoso, diário e vital.
Esse amor que acorda cedo e faz ginástica, que parece tão mais jovem do que de fato é, esse amor vai pintar as paredes da casa, mudar a posição dos móveis, vai matar a sede e a fome que restam, soltar os passarinhos de suas gaiolas ridículas, vai cuidar da horta no quintal e presentear os vizinhos com as verduras frescas. Esse amor vai florescer e perdurar e se esparramar pelas redondezas. Vai levar ao passeio diário os cachorros que vivem dentro de cada um de nós. Esse amor vai invadir em paz a nossa vida tão talhada para a guerra.
E quando as forças armadas de um coração já machucado se levantarem em defesa natural de sua estrutura, em puro e simples movimento de autopreservação, o amor estenderá sua mão pequena e linda, de unhas roídas e sem nenhum esmalte, e todas as armas cairão em silêncio. Então esse coração abrirá suas fronteiras à chegada irrefreável do encantamento amoroso e total, explosão de energia que nos leva ao encontro de quem somos, nos resgata da morte e nos devolve, sãos e salvos, à vida que é hoje, amanhã e depois um longo e eterno agora.


Fonte: Revista Bula.