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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

No tempo certo





ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.
Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!

ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!

ELES estão por aí… sonhando um com o outro… talvez ainda nem se conheçam… mas é só uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz.
Ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?



Fonte: Desconhecida.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O mundo está ao contrário e ninguém reparou ♪




Na verdade eu nunca soube se “estar” presa a alguém era a situação que eu queria “ser”, o certo é que nunca passou pela minha cabeça perder o controle disso, de ser boba, patética, apaixonada, vulnerável, levada, domada, dominada, amada.... bom nunca passou por mim essa sequência de fatos que agora acontecem assim, quase nessa mesma sequência, sem nenhuma lógica.
 Como me sinto pequena, incomodada, vazia, sem controle diante da situação que a vida nos colocou, saímos da zona de conforto? E eu me sinto vitima e culpada no mesmo contexto, duas situações (bagunça essa da gente neh?). Bagunça foi o que a sua chegada causou nos meus dias normais, na minha mesmice, no meu amor reprimido, na minha espera por alguém que nunca chegaria (“nosso jogo é limpo e você sabe das “adversidades” que por ventura virão...”)
Você que me tirou do meu senso, mudou meus hábitos, meus gostos, meu querer... Devo condená-lo culpado? Ou aliado? Sei do bem que faço na sua vida, da injeção de ânimo, da cor que eu dei aos seus dias tão cinza. Complicado pra gente neh? Mas a vida sempre será!

sábado, 9 de junho de 2012

O Amor é fodido ( ! )



O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que
haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido.
E melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros,
que continuam boas. A morte é mais aborrecida.
Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. E do
mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém
suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente
fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de
haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais
feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita
deste mundo.


O Amor é fodido, Miguel Esteves Cardosos. Pág. 11

sexta-feira, 4 de maio de 2012



“Nem bonito, nem rico, nem sarado. Eu gosto mesmo é de gente estranha.”



                                                                             (Tati Bernardi)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Não é saudade, não é nada: é intromissão.



Existe amores que já morreram há muito tempo mas de vez em quando aparecem, como uma assombração. Não, não falo de assombrações que voltam para seduzir... Estas [aparições], diz o ditado, sabem para quem devem aparecer, ou seja: só aparecem com a ajuda daqueles para quem aparecem. Falo de outras, que fazem uma visita breve, uma aparição, e somem, de improviso, sem arrepiar ninguém. 

Às vezes esses amores nem se mostram inteiros. Surge uma boca, um seio, uma pele, um andar, uma risada. Quando se presta atenção, a figura desaparece: era assombração. O fantasma antigo pode aparecer de repente no meio de uma leitura, ao escovarmos os dentes e até na hora do amor. A gente pode estar conversando, discutindo um negócio, um filme, uma jogada, e se intromete aquele olhar. Pode estar dirigindo um carro e a mão que repousa hoje em nossa perna tem o mesmo peso de alguma do passado e aí vem o fantasma sem-que-fazer e puxa conversa.  

Não é saudade, não é nada: é intromissão. A figura surge concreta, sensível, do mesmo como nos vem um gosto de doce de abacaxi ou uma chinelada da mãe. Quem governa fantasma? Quem chama? Ninguém, é ele mesmo quem se convida. 

[...]
O amor em curso é feito de beijo e resposta - e segue intocado por essas intromissões. Também não se pode dizer: são desejos, frustrações. Não. Tiveram, no seu tempo, beijo e resposta. Nada ficou por explorar, quando seus corpos eram matéria propícia. Foram generosas no dar, alegres no receber: tiveram fartura. Não vagam por aí à procura, estão satisfeitas no seu canto. 




Nem se pode dizer: são visitas malfazejas. Pelo contrário, são cordiais! São borboletas: passam, enfeitam o instante com algumas cores, voejam e partem. Se deixam alguma coisa, é um sorriso na alma do visitado.

Pág. 250 - Assombrações (Ivan Angelo); As cem Melhores Crônicas Brasileiras.  

sábado, 9 de outubro de 2010

E eu que não sabia dividir hoje estou sem você


Sábado, 11:30 toca o telefone, é seu número, viro de um lado para o outro até alcançar o óculos que está na escrivaninha. Todos na casa já dormem e agora posso ter a certeza que é você, mas afinal uma hora dessas? Minha insegurança logo é notada pelo tom da voz. Aos poucos abro os olhos. Você sem demora avisa: cheguei querida, quero você aqui.E as obrigações? preciso acordar amanhã muito cedo...Sem pensar jogo tudo para o alto, tomo um banho rápido, visto a melhor roupa, passo no corpo aquele cheiro que você gosta. Você já me espera no portão. Não pude me conter e te abraço forte foram longos os dias sem você. Como vai a faculdade? o trabalho? o pessoal em casa? lembro ainda que me contou o quanto estava difícil as coisas pra você, os artigos, a tese, as aulas de campo, inúmeras cobranças mudo rapidamente o assunto, sinto pavor só em lembrar que aquele era o motivo pra você ter ido pra tão longe de mim. Egoísmo eu sei.
Você está diferente, calado,um pouco distante... é o cansaço da viagem quis pensar assim. Tratei logo de preparar algo, mas a geladeira está vazia... afinal ninguém freqüentava aquela casa além de nós dois. Ali tudo cheirava a você, seus cadernos, roupas, sapato sujo e no banheiro as duas escovas, meu vestido verde, meu óculos escuro, um livro de macro, tudo ainda do mesmo jeito. Você permanecia distante. Os beijos eram demorados, poucas palavras, você me abraçava forte como se fosse pra me consolar. Eu não entendia. Fizemos amor e dormimos. Eu mal sabia que aquela era a nossa última noite juntos.


DC

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Porta Aberta para a felicidade


É como se ao cruzar o pátio todas as portas se abrissem e sua mão era como um convite para viver um grande amor. Demorei pra enchegar a felicidade que estava ao meu lado, foi preciso correr Km’s e Km’s acreditando que ela estaria longe dali. Teu jeito, teu olhar sincero e tua voz mansa me deixam tranqüila. Viver o amor no sentido mais pleno da palavra... me pareceu um convite singelo, mas não recusei.

sábado, 18 de setembro de 2010

Em teus braços

A Verdade é que ela não sabia mais o gosto de tê-lo!

Que abraçá-lo fosse revirar seu mundo, mudar falsos conceitos... voltar atrás. Foi isso que ela sentiu quando ele a pegou forte em seus braços,com um olhar profundo de quem nada quer, falou falsas verdades que soaram como verdadeiras. Aquilo era tudo que ela queria ouvir... e aquele bobo coração confuso ficou por mais de uma semana. Naquele instante seu mundo parou e não sabia ao certo sua real localização, mas estaria longe, longe daquela festa tão formal, afinal casamentos são sempre casamentos.

Só sei que dormir ela já não podia aquele momento perturbava seus sonhos...

domingo, 13 de junho de 2010

O amor tem dessas coisas que não dá pra explicar(ou evitar?)


Acho que as coisas acontecem quando tem que acontecer.
Mas, é com o tempo que você entende que não adianta forçar, insistir
porque a resposta para todas as perguntas vem sempre no final das contas
quando se tem maturidade suficiente pra ouvir o que até então poderia doer.
Bom, tô de alma lavada... todas as roupas já estão limpas!
Como diria Charles:"Sorrir quando tudo terminar e nada restar..."
Acho que vou dormir, porém o sono não vem hoje é domingo e a consciência tá
pesada demais, tanta coisa pra fazer... ah mas isso era importante na minha vida.
A gente tem que curar os amores mal resolvidos.

Vou dormir e sonhar com os dias melhores (eles estão por vim...)