Mostrando postagens com marcador Banalidades do dia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Banalidades do dia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de abril de 2014

domingo, 6 de abril de 2014

E pouco eu não quero...


Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei
E um pouco mais real
Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida traz.

[...]

Chega
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem
Pra ninguém poder nos comparar
Porque
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar

[...]
Veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz
A estrutura de um grande amor
Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito
Pode acabar muito pior

[...]
E pouco eu não quero mais
Pouco eu não quero mais.
Pouco eu não quero mais.



quinta-feira, 13 de março de 2014

Não te rendas!


Não te rendas, ainda é tempo
De se ter objetivos e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
Enterrar teus medos
Soltar o lastro, Retomar o vôo.

Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem,
Perseguir teus sonhos,
Destravar o tempo,
Correr os escombros
E destapar o céu.
Continuar a viagem, Perseguir teus sonhos, Destravar o tempo, Correr os escombros E destapar o céu.

Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se esconda,
E o vento se cale,
Ainda existe fogo na tua alma.
Ainda existe vida nos teus sonhos.

                                   



Porque a vida é tua e teu também o desejo

Porque o tens querido e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não existem feridas que o tempo não cure.
Abrir as portas,
Tirar as trancas,
Abandonar as muralhas que te protegeram,




Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o sorriso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo
Celebrar a vida e se apossar dos céus.




Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio te queime,
Ainda que o medo te morda,
Ainda que o sol ponha e se cale o vento,
Ainda existe fogo na tua alma,
Ainda existe vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um novo começo,
Porque esta é a hora e o melhor momento
Porque não estás sozinho, porque eu te amo





[Meu Mario...]

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Tirar os pés da terra firme e seguir viagem...

Seguir viagem
Tirar os pés do chão
Viver à margem
Correr na contra mão
[...]
Se dizem que é impossível,
Eu digo: é necessário!
Se dizem que estou louco
Fazendo tudo ao contrário


Eu digo que é preciso,
Eu preciso, é necessário
Seguir viagem
Tirar os pés da terra firme
E seguir viagem...


Seguir viagem
Tirar os pés do chão
Outros ares, sete mares
Voar, mergulhar
O que nos dá coragem
Não é o mar nem o abismo
É a margem no limite de sua negação


Se dizem que é impossível,
Eu digo: é necessário
Se dizem que é loucura
Eu provo o contrário
E digo... que é preciso
Eu preciso, é necessário
Seguir viagem
Tirar os pés da terra firme
E seguir viagem...
Seguir viagem... seguir viagem...
Tirar os pés da terra firme e seguir...



[Engenheiros do Hawai - Seguir Viagem]

[Ir... vagarosamente rápido!]

Link: http://www.vagalume.com.br/engenheiros-do-hawaii/seguir-viagem.html#ixzz2uKzAVfI3

quinta-feira, 28 de novembro de 2013




O Livro dos Abraços - Col. L&pm Pocket


Galeano mostra o resultado de suas andanças incessantes de caçador de histórias, que vai ouvindo de tudo. O que de melhor ouviu ele transforma em livros como este, onde lembra como são grandes os pequenos momentos e como eles vão se abraçando, traçando a vida. (Reprodução: Saraiva)

Já li o livro, inclusive é material para consultas frequentes... é um dos livros que não se pode faltar, na verdade o Eduardo Galeano não pode sair nem  da estante, exceto se for para leitura na mesa, na cama, na rede! 

Esse será um presente (versão impressa) para  quem soube me abraçar de leve, bem leve... 




sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Às portas de Moscou


A certa altura pude, afinal, dizer-lhe:
- Falarei de você, apesar de tudo. Direi em algum lugar que na escola chamavam-no de "Chan-times"*.
Sorriu-me, com um sorriso que o transfigurava e dava à sua fisionomia severa qualquer coisa de infinitamente pueril.
- E você é um cavalo de artilharia - respondeu-me em tom afetuoso. - Não se zangue. É um elogio. O cavalo de artilharia vai devagar, e faz a volta dificilmente, mas quando faz a volta, arrasta atrás de si o canhão.


Às portas de Moscou - Alexander Bek, p. 13


*Chan- times, traduz-se literalmente por "aquele que a poeira não cobre".

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Sistema 1






Os funcionários não funcionam. 
Os políticos falam mas não dizem. 
Os votantes votam mas não escolhem. 
Os meios de informação desinformam. 
Os centros de ensino ensinam a ignorar. 
Os juizes condenam as vítimas. 
Os militares estão em guerra contra seus compatriotas. 
Os policiais não combatem os crimes,porque estão ocupados cometendo-os.
As bancarrotas são socializadas, os lucros são privatizados.
O dinheiro é mais livre que as pessoas.
As pessoas estão a serviço das coisas.





O Livro dos Abraços - Eduardo Galeano, p. 69 (versão digital)
Sim, "um viva" em partes a tecnologia que nos aproxima de "tal mundo" tenho me visto cada dia mais encantada e livre, pra ver e incluir coisas que só me acrescentam, o fato é que 2 dias ausente de redes sociais já tá me fazendo muito bem! O Mundo não é 'só aquilo ali'. O mundo é muito mais, o mundo é o silêncio que não ouvimos... 


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Paixão é cocaína. Amor é Rivotril




Bate de uma hora para a outra. Você está mais feliz do que uma criança numa piscina de algodão-doce. As preocupações sumiram. O resto do mundo evaporou. E ela é tudo o que importa. Se está longe, dói. De verdade, como se você tivesse apanhado. Mas se ela chega perto vira o melhor analgésico do mundo. Parabéns: você está apaixonado. Caiu na armadilha mais sofisticada da natureza.
Sim, porque a paixão é um instinto. Um tão automático e irracional quanto o que faz as formigas viverem numa sociedade industrial comunista sem terem lido Marx ou um joão-de-barro construir uma casa sem ter feito faculdade de engenharia civil.
O processo que desencadeia esse instinto começa com descargas de dopamina – a mesma substância que a cocaína ativa no cérebro. Essas descargas, do ponto de vista científico, existem por um único motivo: fazer você produzir filhos. Claro que tudo isso acontece sem que você tenha a menor consciência. Ninguém pensa em crianças no momento em que se apaixona. Muito pelo contrário. Mas a real é que não somos diferentes de uma formiga ou de um joão-de-barro: fazemos o que os instintos mandam. E a razão última de todos os instintos que envolvem o amor é produzir filhos, passar os genes adiante, de preferência na companhia dos melhores genes disponíveis no mercado.
Pense numa balada. A coisa é basicamente um pregão da bolsa de genes. Todo mundo procura pelos melhores pacotes genéticos do lugar e negocia possibilidades de fusão – geralmente com os mais bonitos. Beleza. Por que a beleza, em última instância, é um indício visível de saúde. E seu cérebro move você em direção a esses pacotes aparentemente mais saudáveis, já que a possibilidade de eles gerarem filhos melhores é mais alta. Inteligência também conta. Se alguém te faz rir numa conversa de 30 segundos, esse alguém não é burro. E tem uma chance razoável de te dar filhos mais espertos do que você teria se se reproduzisse por brotamento. Ponto para o pacote genético do sujeito.
De novo: vamos atrás das “possibilidades de fusão” com outros pacotes genéticos pelo prazer que a fusão proporciona – seja na cama, seja indo viajar para a Europa com alguém especial. Mas o prazer só existe como recompensa pelo verdadeiro trabalho, que é produzir crianças. Os orgasmos são descargas de dopamina que recompensam você pela tarefa de tentar fundir seus genes com os de alguém. E os instintos que criam os orgasmos são cegos: não fazem a menor ideia se o dono do cérebro está usando camisinha. Ou se ele é homossexual. Ou se ele planejou não ter filhos por que acha criança um saco.
Bom, a piscina de algodão doce que se abre quando você está só passeando com alguém especial também é dopamina, só que numa dose mais leve e contínua. Mas não existe descarga de dopamina grátis. Os efeitos colaterais de estar apaixonado são basicamente os mesmos da cocaína: insônia, agonia, taquicardia.
Quando Pixinguinha cantou que o coração dele “não sei por quê/bate feliz/quando te vê”, estava involuntariamente narrando os efeitos da dopamina sobre o batimento cardíaco. Bon Jovi também, quando canta que o heart dele beats like a drum em Born to be my Baby. Morrissey faz uma descrição mais dramática. E mostra bem o quanto um mero passeio de carro sob a euforia dopamínica pode ser eletrizante para o cérebro do apaixonado:
If a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
It´s such a heavenly way to die
(“Se um ônibus de dois andares/Bater na gente…/Morrer ao seu lado… Taí um jeito paradisíaco de morrer”)

Mas a paixão não é imortal, posto que é droga. E posto que é droga, causa dependência química – as dores físicas que os apaixonados sentem quando são rejeitados têm um paralelo nas crises de abstinência. “I need you, I need you, I neeeeeed you!!”, confirma John Lennon em Michelle*, do Rubber Soul.
Paul McCartney, mesmo mais pragmático que o ex-companheiro de banda, mostra que até a expectativa de passar por essa crise de abstinência pode ser insuportável. E fazer com que você não enxergue a realidade crua quando ela não te favorece. Em For no One, do Revolver:
You don’t believe her when she said
Her love is dead
You think she needs you

Essa montanha-russa química é demais para qualquer organismo. Por isso mesmo a paixão só é infinita enquanto dura. E, segundo a maior parte das pesquisas científicas, dura só 3 anos – na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença. E o que a faz a coisa evaporar é, surpresa, um relacionamento saudável.
Quem destrói os hormônios da paixão são justamente outras substâncias que o corpo libera durante os orgasmos: a ocitocina (nas mulheres) e a vasopresina (nos homens). Essas são drogas mais leves. Ansiolíticos. Transformam o oceano revolto que é uma paixão num mar de tranquilidade. Se a relação continuar bem, essas substâncias vão fortalecendo os laços entre o casal. E serão o gatilho para outro instinto: o de virar mãe e pai – as mulheres, por exemplo, têm esses mesmos hormônios ativados durante a amamentação. Assim elas relacionam a paz da ocitocina, do ansiolítico, à ideia de cuidar da criança. Paixão é cocaína. Amor é Rivotril.
E pode ser eterno, como mostram os albatrozes e alguns casais de humanos. Ou não. Sempre existe a possibilidade de que um dos dois pule fora para recomeçar esse jogo todo com outro pacote de genes. Afinal, paixão vicia. E nem todo mundo usa com moderação.
———-
*Quem canta Michelle é o Paul. Mas quem compôs a parte gritada foi o John.
**A foto dos cisnes é o link pra uma faixa-bônus, que resume bem o tema todo aqui.
Crédito da imagem: @blinkingidiot, Flickr, Creative Commons

 Todo o texto com vídeos e seleção de imagens são de Alexandre Versignassi. 

domingo, 16 de junho de 2013

Camarões, Lisboa, O Banquete...





"Tudo se resume a uma briga de torcidas e a gente ali no meio, no meio das bandeiras. O jogo não importa, ninguém tá assistindo e a gente ali no meio, no meio da cegueira... "
   
       Mesmo a utilidade desse blog não sendo pra mim necessariamente um espaço pra denunciar o social, pra levantar a bandeira do oprimido (no sentido coletivo) fica impossível passar calado diante de tantos conflitos no país, de Norte a Sul, com copa ou sem copa, com preço justo para trafegar no coletivo pra mim não importa! Problemas sempre existiram, inclusive do lado de cá todo dia travamos uma batalha, uma luta de "lata" que nos acompanha desde da era de Cabral quando eu nem pensava em existir, o problema é o mesmo, a miséria, a fome, a seca do meu povo nordestino, mas não vou lamentar aqui isso que me deixa triste e cada dia mais incapaz de compreender tantos os interesses ou ausência dele quando o assunto é governança e poder.



    Quero registrar banalidades do meu dia fútil, domingo parecido comigo altamente preguiçoso, puro ócio seja lá intelectual ou não, mas altamente produtivo no sentido mais filosófico da palavra. A microeconomia, macroeconomia, administração financeira, contabilidade de custos que se lasquem (próximo final de semana vem concurso... ai me lasco no sentido mais fodido da palavra!!) Por hoje mesmo quero ler as porcarias que me deixam feliz, ver o que me completa, ouvir o que preenche a alma.... por falar em produzir tanto a imagem como a "confecção" do prato são minhas! Inventei de cozinhar agora e por incrível que pareça encontrei prazer nisso, o prato é simples são camarões legitimamente nordestinos (diferente da receita original disponível em http://receitas.ig.com.br/cappelini-com-camarao/509b9ecc2bab0f882c000102.html) a companhia não é alcoólica não porque eu não tenha o "Miolo" brasileiro sugerido pelo site, que diga-se de passagem é uma das muitas coisas boas que o Brasil produz, o casamento perfeito de duas uvas... mas é que hoje mesmo só chá gelado sabor pêssego me basta, o livro foi a fiel companhia da madrugada e que disputa minha atenção com o texto da Maria da Conceição Tavares, o patrimônio- sapiência- econômico- brasileiro,  graças à deus e aos portugueses (ela é natural de Lisboa) está no ativo do nosso Balanço Patrimônio.
       E por falar em Lisboa (ai, ai, ai...) a vida nada mais é do que uma viagem (será se isso justifica os 0,20 centavos no preço da passagem, rsrs) e é preciso se programar para chegar à parada final, por falar em viagem por aqui conto os dias, acompanho as oscilações no euro, no clima europeu, o fado, a arquitetura e tudo que faz bem aos olhos, brevemente será sentido na alma, putz haveria alguma coisa no chá mate que tomei logo cedo?
         Haja sempre metáfora nos meus dias, abaixo a tanta "obviedades"

e... "tudo se reduz a um campo de batalha" já dizia o Humberto.



domingo, 19 de maio de 2013


Fica sempre, um pouco de perfume nas mãos que oferece rosas,
nas mãos que sabem ser generosas.

Dar ao próximo alegria, parece coisa tão singela,
aos olhos de Deus porém, é das artes a mais bela.
Fica sempre, um pouco de perfume nas mãos que oferece rosas,
nas mãos que sabem ser generosas. 

(Alberto Costa - Fica Sempre)

Bons amigos que nasceram pela fé.

Dia de Saudade, mas de gratidão pela amizade, pelo convívio com aquele  que precisa se ausentar um pouco, mas que deixa um imenso vazio nos meus dias! 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sapiossexual




A cantada mais original de todas!
Se é que se pode chamar de cantada uma "advertência" dessas! Rsrs

terça-feira, 14 de maio de 2013




   sÓ isso...
O bom, forte e saboroso preto de cada dia.
Voltando a rotina, recorrendo ao consumo pra encarar o acumulado.



 #vamoquevamo

terça-feira, 16 de abril de 2013

"Perto do Coração Selvagem"


    Acordou tarde e alegre. Cada célula, imaginava, abrira-se florescente. Milagrosamente todas as energias despertas prontas para lutar. Quando pensava em Otávio, respirava com cuidado como se o ar lhe fizesse mal. Durante os dias que se seguiram não o viu nem procurou vê-lo. Evitava-o mesmo como se sua presença fosse dispensável.
   Procurou-o então. E a nova glória e o novo sofrimento foram mais intensos e de qualidade mais insuportável (...) Erguia-se para uma nova manhã, docemente viva. E sua felicidade era pura como o reflexo do sol na água.


                                                               Clarice Lispector em Perto do Coração Selvagem, p. 99

domingo, 14 de abril de 2013

Na Pele de uma mulher Nostradamus






Sei, está bom demais para ser verdade. Sei, fazia tempo que alguém não se devotava tanto. Sim, posso imaginar o que esteja pensando: “Esse cara vai me levar às alturas e me deixar sozinha no despenhadeiro”.
“Não, não vou cair mais nessa, sei o tamanho de tombos do gênero,” você prossegue nas suas reflexões, nervosa, nervosíssima, daqui a uma hora se encontrarão mais uma vez.
Ele a convidou para jantar fora. Quanto tempo alguém não a tratava com tanta distinção.
Você se sente valorizada, mas está com medo, pode ser apenas mais um truque. Que que eu faço, Diós mio?
“Ele só quer sexo”, você pensa, como se sexo fosse uma coisa ruim do outro mundo. “Vai ficar comigo e na manhã seguinte esse telefone emudecerá de vez…”
Você projeta o futuro no pior cenário possível. Sim, não à toa, baseia-se no repertório deixado por outros homens. Jurisprudência amorosa.
Você consulta a amiga, a amiga mais cética, porque você está querendo ouvir algo desencorajador.
A amiga recomenda muito pé atrás. A amiga já levou muitos tombos e, de alguma forma, isso é humano, demasiadamente humano, sente uma certa ponta de inveja da sua história. Óbvio que a amiga invejosa vai desencorajá-la.
Falta meia hora para o novo encontro. Você confere o cabelo e acha péssimo. Você está desesperada como uma daqueles mulheres dos filmes de Pedro Almodóvar. “Por que esse cara vem logo para o meu lado”?”, você beira a paranóia delirante.
O carro dele pára na frente da sua casa. Há tempos você não ouvia aquela buzina que parece tocar uma sinfonia, um allegro. A buzina chama para a vida lá fora.
“Não pode ser verdade”, você insiste na desconfiança enquanto pisa na calçada da rua. “O que eu fiz por merecer?”
Entradas, drinques, o jantar está ótimo, a conversa incrível. “Só pode ser truque”, você aciona de novo todos os botões do painel da desconfiança. “Não fico com ele hoje de jeito nenhum, nem me venha com essa conversinha mole, seu canalha”.
Com licença, vai ao banheiro. Não resiste e resolve consultar de novo a amiga, pelo celular. Está em pânico. A amiga recomenda mais pé atrás ainda. Você acha o cabelo péssimo.
Você volta com aquela cara de cautela e dúvidas e é recebida com um sorriso de quem já sentia a sua falta.
“Demorei muito”, você diz. Sim, você demorou muito, só de telefonema foram dez minutos. Mas ele, todo afável: “Imagina, demorou quase nada”.
Sobremesa, café, a conta.
No carro, você nota, como aprendeu com aquele livro “O corpo fala”, que o carinho dele é cada vez físico e o desejo é cada vez mais quente. Mas você se esquiva,afinal de contas você não pode ser vítima desse “truqueiro” que só “pensa naquilo”.
E não era a primeira ou a segunda vez que vocês se encontravam. O flerte e a devoção dele já fizera aniversário de mês.

Moral da história: desconfiada e projetando já um eventual abandono, você, apocalíptica como uma afilhada de Nostradamus, não pagou para ver, você não arriscou, você não se permitiu, deixou de viver, como se na vida pudéssemos ter a certeza prévia das coisas, mesmo em se tratando da obviedade do mundo-macho.

Texto: Xico Sá... ele que é mais "uma das coisas boas" que me levam ao Crato. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

"Estou farto de vinganças - coração"





Caiu do céu, se revelou
Anjo da noite e das manhãs
Pra amanhecer em par, em paz
E quanto mais, melhor

Você... 


O meu poema de Drummond


                                                                                Em Paz (?)  - 5 a seco. -)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012




Então, cuide bem de você. Do que você sente, do que você faz, do que você vê e agrega. Cuide dos seus, avalie a sua importância. Tome conta de si, reajuste – se, pergunte - se. Inclua o necessário, desligue o menos importante! -




[Priscila Rôde]

segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Ao acordar senti que meu organismo necessitava de algo, alguma substância que na verdade eu não sabia descrever, talvez fosse o café, o vinho, o chá verde do qual consumo com frequência e inutilmente provei de todas, com excesso, sem deixar uma gota. A cada problema solucionado, conta paga e oficios emitidos eu me sentia mais vazia, como se corresse em círculos e tentasse voltas sobre um ser que não existia, até então idealizado por mim.
É noite quente, os problemas permanece a casa tá lotada, mas o coração tá vazio.
A solução é sempre a mesma e eu finjo não existir...



Não reconheço mais o amarelo dos girassóis e parei do miticismo em torno dessa flor. Mas não falar nem sempre é esquecer. Hoje é mais um daqueles dias que eu tô de saco cheio, mas permaneço vazia!!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Liberdade é não esperar coisa alguma

Tenho aprendido com o tempo coisas que somente com o tempo a gente começa a aprender.
Que o encontro amoroso, para ser saudável, não deve implicar subtração: deve ser soma.
Que há que se ter metas claras, mas, paradoxalmente, como alguém me disse um dia, liberdade é não esperar coisa alguma.
Que a espontaneidade e a admiração são os adubos naturais que fazem as relações florescerem.
Que olhar para o nosso medo, conversar com ele, enchê-lo de cuidado amoroso quando ele nos incomoda mais, levá-lo para passear e pegar sol, é um caminho bacana para evitar que ele nos contraia a alma.
Tenho aprendido que se nos olharmos mais nos olhos uns dos outros do que temos feito, talvez possamos nos compreender melhor, sem precisar de muitas palavras.
Que uma coisa vale para todo mundo: apesar do que os gestos às vezes possam aparentar dizer, cada pessoa, com mais ou menos embaraço, carrega consigo um profundo anseio por amor. E, possivelmente, andará em círculo, cruzará desertos, experimentará fomes, elegerá algozes, posará de vítima para várias fotos, pulará de uma ilusão a outra, brincará de esconde-esconde com a vida, até descobrir onde o tempo todo ele está.

[Ana Jácomo]