A certa altura pude, afinal, dizer-lhe:
- Falarei de você, apesar de tudo. Direi em algum lugar que na escola chamavam-no de "Chan-times"*.
Sorriu-me, com um sorriso que o transfigurava e dava à sua fisionomia severa qualquer coisa de infinitamente pueril.
- E você é um cavalo de artilharia - respondeu-me em tom afetuoso. - Não se zangue. É um elogio. O cavalo de artilharia vai devagar, e faz a volta dificilmente, mas quando faz a volta, arrasta atrás de si o canhão.
Às portas de Moscou - Alexander Bek, p. 13
*Chan- times, traduz-se literalmente por "aquele que a poeira não cobre".
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