terça-feira, 30 de novembro de 2010


Tô começando a achar que as coisas combinam...



Para se roubar um coração


Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.

Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência.

(...)

E então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.

Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.

Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?

Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.

Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava. E é assim que se rouba um coração. Fácil não ?

Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!

E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida afora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém...

É simples. É porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.


Texto: Luís Fernando Veríssimo

... Ao economista... *^~

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Carlos, sempre Carlos...




Sabe...
Resolvi postar Carlos hoje. É que Carlos tem cheiro de infância, de beijo roubado, de primeiro amor, tem cara de coisa simples de casas entre bananeiras, de vidinha monótona(sem graça?).Carlos ainda me traz esperanças, talvez pequena...Bom... é que Carlos tanto o Drumonnd como os outros que conheço são pacotinhos de felicidade humana, revigora, ilumina essa vida e os dias que são tão chatos (tão iguais, ai ai...)E é isso que quero hoje, não mais sofrer ou sofrer poquinho, ou deixar de lado os desamores, a distância, as dúvidas, e a eterna espera.

Carlos nunca me traz dor...


As coisas que amamos,
as pessoas que amamos

são eternas até certo ponto.

Duram o infinito variável

no limite de nosso poder

de respirar a eternidade.


Pensá-las é pensar que não acabam nunca,

dar-lhes moldura de granito.

De outra matéria se tornam, absoluta,

numa outra (maior) realidade.


Começam a esmaecer quando nos cansamos,

e todos nós cansamos, por um outro itinerário,

de aspirar a resina do eterno.

Já não pretendemos que sejam imperecíveis.

Restituímos cada ser e coisa à condição precária,

rebaixamos o amor ao estado de utilidade.


Do sonho de eterno fica esse gosto ocre

na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.


A Hora do Cansaço - O Corpo (1984)

domingo, 28 de novembro de 2010





Leva um recado
A quem me deu tanto dissabor
Diz que eu vivo bem melhor assim
E que no passado fui um sofredor
E agora já não sou
O que passou, passou
E agora já não sou
O que passou, passou

Vai dizer à minha ex-amada


Que é feliz meu coração
Mas que nas minhas madrugadas
Eu não esqueço dela, não


Leva um recado!


Letra: Paulinho da Viola-Casquinha



sábado, 27 de novembro de 2010



(...) Mas não sou completa, não.

Completa lembra realizada.

Realizada é acabada.

Acabada é o que não se renova a cada instante da vida e do mundo.

Eu vivo me completando... mas falta um bocado.


(Clarice Lispector)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010


"Eu cultivo rosas e rimas achando que é muito bom..."







(Meu Chico, o Buarque)

Do Amoroso Esquecimento



Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!


Mario Quintana - Espelho Mágico

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Meu Coração não quer viver batendo devagar


Foi assim que me viu numa dor sem graça
Me vestiu, me despiu, me fez ouro e prata
Um amor que me arrancou pela raiz e me brotou
Ahhh, me fez florir

Foi um breve temporal, inundou meu corpo
Foi um dócil animal, lúcido e louco
Me fez ver assombração, espremeu meu coração
Ahhh, me fez canção

Há quem diga que é o meu fim
Eu prefiro a vida assim
Há quem peça pra eu não me apressar
Mas meu coração não quer viver batendo devagar.


Foi assim que me ví tonta de vontade
O amor transgrediu a invencibilidade
Golpeou suavemente, nocauteou a minha mente
Ahhh, me fez nascente

Há que diga que é o meu fim
Eu prefiro a vida assim
Há quem peça pra eu não me apressar
Mas meu coração não quer viver batendo devagar




Isabella Tavani - Meu Coração não quer viver batendo devagar


Meia dose de amor
Sirva por favor
Meia dose de amor
Não embriaga e nem causa
Dor.
(Gentilmente furtado de http://tallesazigon.blogspot.com/)

"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripe estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa incontrolável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."

(Clarice Lispector)


Ps: Chega de viver presa a coisas sem sentindo ...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Todo Sentimento




Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.

Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.

Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.



(Chico Buarque)

domingo, 21 de novembro de 2010


Por que eu ainda gosto de você? Sinceramente eu ainda não sei.
Juro que já te mandei embora por diversas vezes, fiz promessa,disfarcei o olhar e minha vontade de te ter quando da última você me abraçou (e o beijo na testa que até hoje não entendo!)
Honestamente te querer me irrita é uma incapacidade tamanha ainda te manter por aqui.
Você não me faz bem, não me dá alegria, nem esperanças, nem dias felizes...
O que consegue trazer é aflição, dúvida, sofrimento... e uma vontade de nem sei o quê.
Porque te quero? Eu ainda não sei...
Quero pelo simples fato de ainda não ter encontrado ninguém igual (encontrei melhores, entranho isso?), quero por que esse amor foi a primeira vista, ainda lembro o 1º de Janeiro daquele ano, lembro a roupa que era branca, o olhar que era tosco, o sorriso que era convidativo... Sim, te quis desde daquele momento.(talvez tenha sido até antes)
E o tempo foi passando, surgindo as situações, o desejo aumentando e acabamos ficando (talvez tenha sido esse o erro...) foram dias, dias que eu quase não dormia, que suspirava, que aguardava ansiosa o telefonema, noticias, espaço no teu tão preenchido dia.
Você não tem noção do tamanho desse sentimento (não consegui calcular) apesar da experiência, dos relacionamentos, convivências, teorias adquiridas nesses livros de auto-ajuda que leio , ainda não encontrei definição sobre nós. Não consigo descrever o que é você pra mim, o que sinto, porque manter, porque ficou tanta coisa.
Depois de você minha vida estancou. Meus relacionamentos não rendem, não suporto, não tolero, enjôo fácil as pessoas que estão ao meu lado...
Burro coração... tão cansado de sofrer!
Eu não queria que fosse assim, você bem sabe do meu temperamento, sou meio lenta, preguiçosa, acomodada, gosto de tudo pronto. Fácil seria corresponder algum desses que insistentemente me ligam, me querem, respeitam e falam o que qualquer mulher gostaria de ouvir... menina tão burra, tão boba... sei que por diversas vezes você pensou isso (sim, eu sei) já briguei inúmeras vezes comigo, com o coração que falou mais alto e deixou transparecer que tu estava dentro. Pronto foi embora a esperança te mandar embora, de preencher teu vazio, de se entregar a uma nova paixão.
Fiz acordos com minhas amigas (estúpido, tão estúpido isso...) eu já não falo de você, não ligo, não suspiro, não conto meus sonhos... tenho atuado bem tô conseguindo cumprir...
Sabe... mas eu penso, continuo pensando, continuo querendo, lutando contra alguém que tá aqui dentro e nem merece o espaço que tem.
Suas fotos apaguei do computador, mas hoje cai em tentação e furtei de umas desses álbuns de nossos conhecidos... e admiro e tão boba vejo teu sorriso... imagino tanta coisa e fico na dúvida será que no fim dessa história termino contigo?(descobri esses dias que o melhor seria que não, sim você não é pra mim).
Seu aniversário... com quem secou a garrafa de vinho que ganhou? (quantas e quantas sequei pensando em você... hoje mesmo foi-se mais um seco da minha estante) e de você já não espero nada, nem um copo, nem educação, nem esperança...


DC