
Sabe...
Resolvi postar Carlos hoje. É que Carlos tem cheiro de infância, de beijo roubado, de primeiro amor, tem cara de coisa simples de casas entre bananeiras, de vidinha monótona(sem graça?).Carlos ainda me traz esperanças, talvez pequena...Bom... é que Carlos tanto o Drumonnd como os outros que conheço são pacotinhos de felicidade humana, revigora, ilumina essa vida e os dias que são tão chatos (tão iguais, ai ai...)E é isso que quero hoje, não mais sofrer ou sofrer poquinho, ou deixar de lado os desamores, a distância, as dúvidas, e a eterna espera.
Carlos nunca me traz dor...
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nós cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nós cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
A Hora do Cansaço - O Corpo (1984)
Nenhum comentário:
Postar um comentário