quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

No Corpo


De que vale tentar reconstruir com palavras

O que o verão levou

Entre nuvens e risos

Junto com o jornal velho pelos ares

O sonho na boca, o incêndio na cama,

o apelo da noite

Agora são apenas esta

contração (este clarão)

do maxilar dentro do rosto.

A poesia é o presente.

(Ferreira Gullar)


Sabe... ao encontrar a poesia não nego que a primeira coisa que me veio a cabeça foi você. Quase que automaticamente sua imagem surgiu. Embora um pouco escondida entre essas palavrinhas de Gullar me encontrei, encontrei os nossas dias, aquelas noites e lembrei do balanço da rede, das conversas,confissões, dos desencontros. É incrível a gente já não tem nada haver, mas eu ainda te quero tanto. Será que ainda haverá primavera como aquela?

Um comentário:

  1. hum... ^^, ótimo texto... que tenha... muitas primavera como aquelas ;)

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