
De que vale tentar reconstruir com palavras
O que o verão levou
Entre nuvens e risos
Junto com o jornal velho pelos ares
O sonho na boca, o incêndio na cama,
o apelo da noite
Agora são apenas esta
contração (este clarão)
do maxilar dentro do rosto.
A poesia é o presente.
(Ferreira Gullar)
Sabe... ao encontrar a poesia não nego que a primeira coisa que me veio a cabeça foi você. Quase que automaticamente sua imagem surgiu. Embora um pouco escondida entre essas palavrinhas de Gullar me encontrei, encontrei os nossas dias, aquelas noites e lembrei do balanço da rede, das conversas,confissões, dos desencontros. É incrível a gente já não tem nada haver, mas eu ainda te quero tanto. Será que ainda haverá primavera como aquela?
hum... ^^, ótimo texto... que tenha... muitas primavera como aquelas ;)
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