sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tê-lo era a última coisa que eu queria ter...



Tê-lo era a última coisa que eu queria ter...

Senti-lo em meus braços era tão pesado, quanto a uma imensa pedra que eu carregava em meu sapato.Ah, mas eu me entreguei, sem pudor eu fui tua. Inteiramente tua...

Aos poucos me despi e me entreguei, me fiz de objeto e abusei do álcool para chegar no orgasmo... ponto tão desejado!

No primeiro momento os beijos me traziam conforto, teu abraço forte me fazia segura e pela segunda vez atingíamos o ponto máximo. Tê-lo pra mim era quase um presente, os Deuses traziam de volta o que fora sempre meu... e pela terceira vez eu alcançava o céu. Teu abraço era tão forte, suavas tanto, me pegava tão forte que nem me lembrava o nome... sim, o nome... e pela terceira vez tu me levaste até lá. Ter-te em meus braços era quase que chegar próximo do infinito, podia ter a estrela que quisesse que ela seria minha, e a quarta vez chegaríamos. Quando já sem forças, cansada e preocupada com o dia de amanhã, com os afazeres... tantas obrigações e pela quinta vez eu viu o céu e ele era realmente azul. Poderíamos parar por aqui, o clima estava tenso, estávamos machucados, exaustos, meu coração estava em pedaços e pela quinta vez eu fui ao inferno, sim... demônios te querer! A minha cabeça já doía(uma dor doída?) e te abraço forte e marco sexta...Eu peço pausa e quero no entanto aquele velho sapato branco que embaixo da cama estar...insiste em acordar os vizinhos te chamo e você não escuta e eu grito alto, pela sétima vez chegamos juntos aonde ninguém jamais poderia ter chegado. Já é tão tarde e minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, conversamos pouco já que qualquer palavra poderia estragar todo aquele clima, e pela última e oitava vez você me penetra de um jeito intenso que me entrego ao ponto de ser só tua e de mais ninguém.

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