domingo, 26 de julho de 2009

Madrugada de sábado...

É que ainda não deu pra te esquecer, foi intenso e breve o que vivemos, ou seria melhor o que vivi, pois pelo que me parece não teve muito importância em tua vida tais momentos...

É sábado e não há nada mais gostoso e que me dê tanto prazer quanto a madrugada de sábado, pra mim são sagradas! E é nesses momentos em que me encontro só, que avalio, que revivo... e quando surge em mim esse desejo de reviver algo você vem logo em seguida... me deparo com você no topo dos meus desejos.

Reviver aqueles dias... poderia até me lembrar a data exata.Foi em um sábado o nosso último momento. Me encontro confusa ... como pode depois de tudo, da “aparente” volta por cima?

Você desapareceu da minha vida de uma forma que até hoje não consigo entender! São coisas que a razão não explica, pois te dei motivos suficientes para continuar aqui comigo, ou não? Queria entender... seria então você bom demais para estar ao meu lado? Ah! isso não, tenho convicção, pois é tão imperfeito quanto eu. Seriamos de mundos diferentes, ideias diferentes? Talvez não...

Queria um dia poder fazer todas essas perguntas e obter as verdadeiras respostas, só assim estaria livre de toda essa dor, mas eu ainda não tenho coragem de te encarar nos olhos...

Me sinto só, cansada desses amores descartáveis, termo esse que roubo de Gabriel Garcia Marquéz,Colombiano autor de um livro que li nessa semana que me fez refletir sobre a intensidade do amor... Gabriel narra uma bela história, faz uma reflexão sobre esses amores “descartáveis”, passageiros e assim como o personagem do livro descubro em mim algo que me deixa preocupada... estaria eu vivendo de aparências? Curtindo amores descartáveis? Que tem seu prazo esgotado no final da noite, em uma dessas festas que vou pra distrair a mente e que no entanto me incomoda, me traz perturbações... você nunca está por lá.

Seria o vinho o culpado?

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