segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Relato de um fim...


Era o primeiro dia de 2009 e eu estava ali no mesmo lugar. A princípio tive a ilusão de nossos olhares terem se cruzado e por algum instante tu ter me notado... eu já não lembrava o nome, mas pude reviver a mesma sensação de dias atrás. Lembro a cor da roupa, o lugar, a música... observei as pessoas que te rodeavam...

Sempre gostei de listinhas de começo de ano, de objetivos... bom naquele ano tinha incluído muita coisa mas o amor definitivamente eu havia riscado. Eu queria curtir, estava me curando de um relacionamento conturbado cheio de idas e vindas, muito tempo de dedicação, desilusões, desentendimentos... era como se aquele ano representasse pra mim o nascimento, coisa nova e como uma criança eu queria provar de tudo que me tinha disponível... ah eu pintei literalmente o 7! Foi nesse período que te conheci.De cara notei as diferenças, mas em meio a tantas conversas encontrei semelhanças e desesperadamente me agarrei a elas. Vinte e seis de Janeiro daquele ano foi pra mim um dia especial. Me rendi e sem pudor se entreguei a algo que não sabia ao certo onde daria, não era eu... era um objeto, algo que já não me pertencia,tirei o coração e coloquei sobre a mesa e ele estava em tuas mãos.Quando me dei conta já estava apaixonada!

Mas na mesma intensidade que chegastes, também partistes... não deixando endereço, telefone, qualquer coisa da qual eu pudesse lembrar, se bem recordo você nem se despediu de mim! E os dias foram passando, telefone não tocava, não sentia seu cheiro (se é que havia...lembro apenas do suor do seu corpo junto ao meu, daquele cheiro de homem e mulher completos, realizados...) nenhum sinal. Deixei teu lugar guardado e em Abril meu coração se enchia de alegria! Ficamos pela última vez. Eu me senti um lixo, sinto pavor de recordar.

Eu te amo, até já expliquei pra esse burro coração que isso não compensa.Tentei outros amores em vão, que sentido tem entregar a outro todo afeto, respeito, carinho e devoção que tenho a ti? do que adianta estampar no rosto um sorriso largo, ignorar, fingir ser amiga? que ganho eu viver assim fugindo de ti? Esconder olhares, negando o amor? Gritando alto, enganando a tal felicidade? Jurar falsas verdades? Pra que me serve esses babacas se não são capazes de curar tua ausência, de sanar tamanha dor? Que graça tem dançar com outro uma música que é nossa? E o pôr-do-sol a beira mar?

Sabe eu resolvi, resolver minha vida... já não adianta ficar adiando algo que depende de mim, que depende de você (nem sei se tem algo pra ser resolvido). Sinto como se uma roupa me apertasse, como se ela fosse a única e por isso tanta dependência...

Sem explicação eu te quero! E é um amor daqueles que ferem a alma e o coração da gente...

Todos aqui dormem, o telefone toca e rapidamente desligo não quero ninguém agora que não seja você,já é muito tarde 03:30, apago a luz deito na cama... Sabe provavelmente eu vá sonhar contigo...


DC

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