Não, eu não quero amor com prazo de validade...
Eu quero é sem
medida, intenso e sem posse.
Não faço questão
dessas formalidades, sou contra todas essas burocracias que a vida
nos impõe!
Que mal tem em se
querer assim de pouquinho, de sentir saudade, medo, desejo e a imensa
dúvida... a dúvida de "território dominado".
Quero
ser surpreendida dia após dia, não quero me deixar levar pela
convivência, divisão, conveniências, não... AGORA NÃO!
Entregar meus dias
nas mãos de um único ser? É muito poder concentrado!
O amor em si
sempre terá prazo de validade, outras coisas não... Elas sempre ficam no
travesseiro, na música que ouvíamos enquanto bebíamos, no prato predileto, no
carinho “peculiar”, no jeito, gesto, no chamego...
E por “ficarem” tanto ficam na pele e nas camadas inferiores...
Ao que sempre "me ler" e que conhece todas as camadas...
Inspiração após 2 taças de um vinho vagabundo, digno desse dia quente e de saudade!
DC

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