
Sem perceber, a maioria de nós é conduzida muito mais pelas raivas guardadas do que pelos sentimentos amorosos. Não que as raivas nos dêem maior poder de realização, ao contrário, é porque as temos de forma inconsciente numa grande intensidade e não fazemos idéia dessas dimensões. Os resultados dos sentimentos amorosos ficam comprometidos pela atuação paralela das raivas. A intensidade desse lixo emocional é mais perceptível pela quantidade de dificuldade que temos em realizar nossos projetos e vivermos nossos afetos, ambos de forma saudável.
Por incrível que possa parecer, as raivas são quase sempre de nós mesmos. Por não termos dito os “nãos” saudavelmente necessários. Por termos engolido “ranários” ao longo da vida. Por não termos feito as escolhas certas ou as melhores. Por não nos perdoarmos pelos erros. Por termos calado diante de humilhações, etc.
Quando esquecidas no nosso inconsciente, elas não morrem e nem ficam arquivadas imóveis, elas atuam como fortes vetores sobre o nosso comportamento relacional para com a gente mesmo e para com os outros. Para o consciente dificilmente elas são perceptíveis e menos ainda decodificáveis.
Quando explode essas raivas através das transferências, diz-se que a pessoa é:
“arrogante”,“raivosa”, “truculenta”, “estúpida”, etc.
Quando implode essas raivas através do medo do abandono, diz-se que a pessoa é: “tímida”, “introvertida”, “inexplicavelmente boazinha”, “subserviente”, “inexpressiva”, etc.
Os dois casos são de REATIVIDADE. Ação SEM percepção.
Este imenso esgoto de detritos emocionais que carregamos é praticamente impossível de ser limpo por meios mentais.
Apenas uma prática é capaz de esvaziar o nosso inconsciente das raivas e dos ódios guardados: a meditação.
O que é isso?
Silêncio físico (não fazer nada), emocional (não querer nada) e mental (não pensar nada). Absolutamente simples e saudável. Repita, treine, quanto mais você pratica, mais fundo chega em você mesmo, mais limpo fica o seu inconsciente e menos raiva estará sabotando a sua realização saudável como ser humano em todos os aspectos da sua vida.
Foco no afeto!
TRECHO DO LIVRO:
"SOMOS MAIS INTERESSANTES DO QUE IMAGINAMOS"
Até a mim essa técnica chegou pelas mãos e insistência de um amiga e foi a solução em um momento de raiva intensa, chega de procurar perguntas, chega de ter sempre respostas, basta! Que não seja possível criar mais nada por aqui que depende de outrem, todo amor e desamor possa vim inúmeras vezes, diariamente de mim... dos meus pensamentos, dos meus atos, do que vejo, do que sinto.
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