E o pior é que fica, fica muito mais do que uma troca de olhares, do que o jogo de palavras, das músicas cantadas distantemente ao pé do ouvido, fica o vinho que juramos beber, a história que tínhamos pra escrever. Fica um amontoado de coisas, de juras, de compromissos, de músicas que não foram se quer escrita. E geralmente fica em domingos assim onde nem ao menos sabemos o porque de ter guardado o guardanapo com o poema no qual me tinha como a musa, da falta de jeito, das frases, das confusões/confissões que poderíamos ter no final de nossos dias... não compreendo o porque de estarem todos ainda na espera...
O pior não é a "tal lembrança", complicado é não entender os desvios e os percursos que a vida sem nosso consentimento costuma traçar.
"Talvez tivéssemos, teríamos tido, tivéramos filhos estava lhe ensinando a ler on the road", não... Renato não tem nada haver com essa história, tocamos o barco, cada um seguindo na sua estrada.
E quanto tempo ainda vai durar? Registros marcam que foi em 2011 que tentastes o primeiro pouso por aqui, mas desconfio que tenha sido mais um erro das minhas anotações e penso em deixar em vermelho todos os dias que estava em mim, mas não faz sentindo nem nunca fará.
Se fosse só isso, se fosse somente as lembranças, mas tem o orgulho, o medo e dois seres estupidamente parecidos!
E ele diz que me ler, mas desconfio que nunca me entenda.
DC
Nenhum comentário:
Postar um comentário