Repetidas vezes Gabriel gritava
ao pé do ouvido diante das situações adversas[1],
como se fosse possível controlar, como se houvesse a medida de amar (será ‘meu’
Santo Agostinho que a medida de amar é amar sem medida?).
Ela durante muitos dias
privou-se de sensações, das emoções, das dores de cabeça e das pequenas alegrias
que só o amor trazia. Agora não saberia dizer se era possível sair imune, sem
dano da situação que ela mesma armará (armará ou amará?) havia uma dúvida na
conjugação dos verbos, dos pronomes (ele sentia o mesmo? haveria uma
reciprocidade?).
Ela não sabia se a troca
de endereços fora bem sucedida, se de fato chegaria a sua residência a camiseta
da Mafalda, a amiga super sincera que lhes uniu na casualidade de um bar
qualquer, naquela noite que havia terminado entre os trilhos e aventuras de um
trem que nem se quer partiu...
DC
[1]
"E nunca teve pretensões de amar e ser
amada, embora sempre nutrisse a esperança de encontrar algo que fosse como o
amor, mas sem os problemas do amor." Gabriel G. Márquez.
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