sexta-feira, 22 de maio de 2020

É mês de maio a vida tem seu esplendor



         Quase 3 anos sem escrever aqui, mas vivendo o que há de mais intenso desse mundo. Escrevendo além das doutrinas que me agora são obrigadas na nova rotina, alguns trechos registrados agora em um diário muito bem escondido. Nesse período de ausência, eu mochileira, como a moça que Almir Sater cantou, desistiu de casar com um "economista" e bancar o ilusionista. Troquei as fichas por passagens áreas, assim o risco é bem menor, já que avião é mais seguro do que o elevador e do que a própria dor. Novo ano, novos tempos, agora no momento presente tudo é tão sombrio, tenho medo por ora, tenho saudade e temor o tempo todo. Dias melhores virão(isso não deu no jornal) e seremos pessoas melhores. Amar tem sido algo pra terceiro plano, por isso que talvez tenha escrito tão pouco aqui onde superficialmente registro os sentimentos que são profundos...

        O mundo parou, em termos gerais estamos esperando uma cura, quando virá, quantos irão... não sabemos ainda! Tenho ocupado todo esse tempo livre pra que a liberdade não me permita pensar muito sobre tudo que está em minha volta e aquilo que mesmo distante ainda teima em bagunçar aqui dentro (como se eu fizesse questão de manter uma ordem...) 

       No fundo, lá não tão fundo eu sou a mochileira que dança enquanto alguém toca para que eu possa dançar... e aqueles que tocam, não tocam em mim,digo não tocam no que há de mais profundo em mim. Todos passam, por ai, eu passarinho permaneço aqui. 

       É complexo ficar aqui congelada pra que você retome, pra que o mundo retome... mas o que fazer além de esperar sentada no sofá para que a economia, a saúde, a ciência tome as devidas providências, você nunca tomará. Eu fico com meus medos, minhas dúvidas e todos os desejos mais ocultos (leia-se formalidade aqui)  E por falar em aqui, você ai... sentado no sofá tem feito o que tanto além de se proteger dentro da tua nuvem, dos teus conceitos, dos teus pré-conceitos, dos teus traumas silenciados dos quais eu escuto todos os sussurros... bom eu não sou a cura. 

     Por fim, o vinho acabou e os versos por aqui também.


É Mês de Maio enfim chegou, a vida tem seu esplendor : https://www.youtube.com/watch?v=ZPuVsvhLeVw

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