terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

De onde se conclui: deixar de lado, mesmo por instantes, o peso dos acontecimentos mundiais, trágicos, esmagadores, para degustar a finura da atmosfera e a limpidez  das imagens recortadas na luz...


    O ar. Ficou mais leve, ou nós é que nos tornamos menos pesadões, movendo-nos com desembaraço, quando, antes, andar era uma tarefa dividida entre o sacrifício e o tédio? Tornou-se quase voluptoso andar pelo gosto de andar, captando os sinais inconfundíveis da presença dos dias lindos.
       Foi certamente num dia como estes que Cecilia Meireles escreveu: "A doçura maior da vida flui na luz do sol, quando se está em silêncio. Até os urubus são belos, no largo círculo dos dias sossegados." Porque a primeira consequência da combinação de azul e leveza de ar é sossego que baixa sobre nosso estoque de problemas. Eles não deixam de existir. Mas fica mais fácil carregá-los.


                                                            Drummond que tem falado também por mim!

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